É rede social porque partilha-se!

Nas redes sociais online, “partilhar” é parte importante da apresentaçao de quase todas. O mensagem esta a dizer:

“Partilha como usuario datos da tua actividade vital”

O simple feito de tu publicares contiudos na net daz um valor aos mantenedores do serviço. Eles conseguen a posibilidade de saber quales sao as tuas vontades, e assim, depois poden “partilhar” as tuas coisas com as grandes companhias de publicidade, as quales precisan de saber das preferencias dos usuarios para ofrecer productos que tenhen alguma certeza de que a pessoa que está a ver vai estar de algum jeito interesada no que están a intentar “vender”.

E por isso que os directivos da majoria das chamadas redes sociais, nao estan a partelhar contigo o desenvolvimento da aplicaçao (os softwares nao sao livres). Algumas (facebook, google+, etc) fican com os dereitos de explotaçao dos contiudos adicionados por ti. Outras como twitter preferen respeitar os teus dereitos sobre o material adicionado e inda encima animante a que “partilhes” o material livremente (deixar copiar, redistribuir, etc), porque para eles ja sao suficientes os beneficios adicionais que o seu producto ganha por a tua acçao de partilhar informaçao com outras pessoas alí.

Seguindo lógicas interesadamente comerciais, estanse a criar outras redes sociais privativas tipo 6yx ou rippln onde como utilizador vas a conseguir puntos por “partilhar o teu contiudo” que logo poderas trocar para conseguir recursos materiais concretos.

 

Redes sociais livres

As  redes sociais livres aparecen como iniciativa de libertaçao das redes sociais privativas vistas lá encima. Elas tambem pegan no conceito da partilha no eixo central do seu mensagem, enchendo a “partilha” com um valor adicional mais real e completo.

As redes sociais livres sao “software libre e servidores para libertaçao das comunicaçoes e partilha contiudo”, onde os contiudos tenden a tentar “mudar o mundo”, mas sem isto ser uma condiçao obrigatoria ou recomendada em todas elas.

Exemplos de redes sociais livres e activistas sao lorea ou loomio. Loomio dificilmente podriase considerar uma “rede social” (loomio calificaria mais como “forum”, al igual que discourse ou buddypress), mas como “rede social” é um trend bastante jeitoso, quase qualquer plataforma que ofreça alguma interactividade de “amistades” ou partilha entre utilizadores podria ser considerada “rede social” a dia de hoje. Exemplo de este trend é blablacar que é considerada “rede social” porque podes valorar utilizadores (sem poder ser “amigo”) ou se calhar é rede social porque alí “partilha-se”.

Na caracteristica que adiciona valores de liberdade (ou partilha “integral”) a uma “rede social” alem da sua distribuçao como software livre ou as suas condiçoes ou preferencias de contiudos  activistas , estan marcadas por a sua arquitectura de software tendente a distribuida. Encontramos aqui plataformas moito porreiras, mas quase todas están em fase de desenvolvimento, algumas mais avançadas que outras. Diaspora foi a primera destas redes sociais tendetes a distribuidas que pego na atençao do público geral ja fai ums anhitos. Lorea tambem tinha uma aproximaçao de distribuidade, a través da implementaçao do protocolo de federaçao de contiudos ostatus-salmon na sua base php-elgg.

Pronto depois iniciouse o ambicioso projecto freedomboxfoundation.org, amparado por a fsf. Casos mais simples de esta tendença a distribuidade na arquitectura do software sao gnu.io (ex ostatus), pump.io ou buddycloud (baseado no conceito nosql implementado por node.js).

Twister vai um paso mais enfrente que todo isto com a sua base aprendida dos protocolos p2p bittorrent e bitcoin, mas como todos os mostrados aquí encima exceptuando lorea, nao tenhe funcionalidades avançadas de “grupos”. Exemplo de vanguardia de rede social distribuida parecida e com funcionalidade de grupos mais gestao de moedas é o projecto monetas (baseado nos protocolos opentransactions é bitmessage).

Tambem é de resaltar um intento de implementaçao do protocolo de google wave (bastante abandonado) chamado kune.cc , ou outro moito recente e menos dependente da internet chamado piratebox, sem obviar para nada possivels evoluçoes de “redes sociais comunicativas” implementadas simplemente com o protocolo xmmp ou em ferramentas semidistribuidas de comunicaçoes en plataformas de pagamentos tipo o chat do darkwallet

 

Criticismos filosóficos

Voltando para a raiz do significado do conceito de “redes sociais livres”, podemos encontrar o criticismo filosófico (um bocado primitivista…) de tirar o conceito de “social” porque “se é social, nao pode ser livre (o conceito sociedade impede a liberdade)”, mas esto, ainda pode ter toda a legitimidade de ser expressado cria o problema de ter que considerar as redes mesh como guifi.net ou o open wrt na mesma categoria de coisas que uma plataforma de partilha de contiudos escritos em “linguagem formal”. 

Outro criticismo de concepçao da arquitectura do que podria ser considerado uma “red (social) livre” é a questao de necesidade de funcionalidade de grupos para a coisa ser considerada como uma “rede social”. Esta crítica nao consideraria Twitter, gnu.io, etc como redes sociais, e deixaba a estas como simples plataformas de microblogging. Esta visao ponhe o enfase na questao de “social = grupal” para combatir o aislamento do utilizador de outros actores por a falta de identificaçao e diferenciaçao de grupos vs utilizadores e/ou por a falta de construcçao de inteligencia colectiva provocada por a falta de funcionalidades de agrupamento de contiudos alem da pura folksonomia  (hashtags sem posibilidade de agrupamento hierarquico).

 

Resumo

“Redes sociais” existian antes da internet. Podemos referir a tentativas modernistas de classificaçao de grupos ou afinidades, a construçao da familia, aos inicios do sedentarismo ou a comunicaçao das estrelas entre sim para calificar estrictamente o que é uma “rede social”, mas vamos ser mais prácticos que isso e vamos a seguir o neologismo de as “redes sociais” seren “redes sociais online” onde “livre” referiria a distribuiçao do software seguindo os estandares da fsf (“aberta” para os seguidores da OSI), “distribuida” seria software livre + p2p e “colaborativa” indicaria que a plataforma tenhe ferramentas para a evoluçao de “grupos” e “categorias”. Podiamos tambem adicionar o adjectivo de “participativa” para projectos onde as pessoas poden influir no desenvolvimento do software e das estructuras dos contiudos, “activista” para as que sejan prohibitivas de contiudos que nao estejan virados para uma mudança do mundo para melhor, “mercado” se tiver moedas sociais, e tambem “integral” para as plataformas que  integraran antigos serviços como o mail (elggman, discourse) ou o telefone (ainda por ver… pln) nas suas funcionalidades para a facilitaçao da redificaçao das pessoas mediante linguagems escritas formais.

Cultura audiovisual com compartilhar, partilha e compartir

Este artigo é um resumo da experiência de uma pesquisa de videos na net (especialmente no youtube) com as palavras compartilhar, partilhar ou compartir mais (e ainda) “música, animação, tudo, etc”.

Esta práctica de usar a “partilha” como eixo central da mensagem que se quer mostrar, faz que os productos audiovisuais tenham uma pressão adicional para que tenham uma alta qualidade de edição, porque a palavra “partilha” tem uma grande conexão com uma energia que todos levamos bem dentro.

A “Partilha” tem uma alta qualidade conceptual em si mesma. Por exemplo, encontramos uma alta carga de significado tanto ao ver videos para crianças, como videos para adultos .

Também encontramos videos que mostram uma visão de partilhar como algo mais integrado na nossa cotidianidade e sem essa polarização de criança – adulto, mas todos eles mantêm a grandeza do significado do “partilhar“. Por exemplo, e como caso bastante fora de tópico neste artigo, esta é uma fotomontagem (download nao partilhado) de um convite a “compartir una ciudad” através de fotos.

Compartilhar

Os audiovisuais sob o título compartilhar que procurei no youtube estão quase todos associados a uma premissa religiosa: “compartilhar é dar, amar (a jesus)”. Desta pesquisa com “compartilhar” gostava de realçar este video com música feito para crianças lutadoras:

E neste outro video mostra-se uma casa da rede fora do eixo, onde “se compartilha tudo

Partilha

Com a palavra “partilha” torna-se mais visível a polaridade cultural histórica de associar um tipo de “partilha imaterial” para adultos para ser mais sábio (neste caso com interpretações menos religiosas, coincidindo com resultados de obras audiovisuais feitas por portugueses) e outro tipo de “partilha material” para ensinar crianças a serem eficientes.

Dentro deste contexto vemos novas gerações de audiovisuais sem complexos desta polaridade, como no caso do video da casa fora do eixo, mencionada anteriormente. Podemos observar outro exemplo interessante, inclusivo e “atual” numa banda de Guimarães (Portugal) que decidou chamar-se Projeto Partilha, Canção Escolhas.

Já existe um filme (trailer) que se chama “a partilha” e tem como guião a partilha de uma herencia entre irmãs que estão a morar na casa que devem vender.

Também este anúncio comercial (bastante engraçado) pretende mostrar as soluções prácticas que podemos considerar para solucionar os problemas que aparecem na nossa vida quando partilhamos tudo

A lembrança e intenção de reconexão com hábitos de partilha do antigamente , no contexto de uma campanha promocional privada

Compartir

Quando procuramos “Compartir“, aparecem mais vídeos sugestivos, e muitos mais ainda relacionados com a infância.

Alguns dos vídeos mais actuais, tentam integrar estes dois mundos: o  imaterial adulto e o material infantil. Este é provavelmente o melhor de todos. Experimento compartir (completo)

 

Pedagogia explícita com a partilha

As músicas ou montagens de vídeo para crianças (espontaneidade) são feitas por adultos (racionalidade), aqui numa tentativa de definir o compartir com lírica reflexiva e com grafia e música infantis

Há mais videos pedagógicos com bastante vontade de ordem social. Este (e outro similar) e este (muito bom) também são mais uma fotomontagem do mesmo género.

Nesta entrevista seguinte assistimos a uma explicaçao de uma pedagoga sobre a evolução das diferentes tendências de partilha que encontramos em crianças desde os 0 até os 5

Plaza sésamo é um grande ícon da pedagogia infantil, e tem vários capítulos que pretendem ensinar a “compartir melhor” de uma manera bastante racional

 

Destes, saliento um com especial interesse porque aprofunda o problema do receio a “vai-se estragar se emprestas”

Partilha lírica para crianças com música

Os pimpollos: Provavelmente o video mais ambicioso ou épico de todos…

Este, um simpático: Todos los perros van al cielo:

E este pretende desenvolver mais inteligencia de partilha nas crianças através dum delírio

Outras músicas redundantes nesta vibração, como esta

À parte das animações coloridas para crianças, podemos encontrar alguma música coreografiada bastante animada com pessoas reais. Ou esta música, cheia de instrumentos e mais centrada em compartir para ajudar aos mais pobres

Partilha adulta em músicas

Os próximos videos comunicam uma vontade de sentir ou viver esse amor que levamos dentro partilhando, sem estarem associados a uma religião. No próximo é interesante ver como o autor, além de escolher uma pessoa singular como referência dessa vontade de amar, fala de “quiero compartir con alguién

Ou este parecido, mas este já mostra “quiero compartir contigo (amarte a tí)“.

De outra forma começam a ver-se vídeos mais amadores de músicas de rap ou de intervenção, tentado mostrar com  recursos humildes o conceito da partilha de um modo já bastante naturalizado.

Partilhar amor (corpos)

No partilhar mais interno, a famosa boneca Barbie já dizia que “el amor es para compartir“, mas vamos ver um vídeo que tenta mostrar a possibilidade de poder “partilhar tudo“, incluido o corpo

Entrevista a pessoal que vive no poliamor, e que estan a partilhar tudo

Partilha em anuncios comerciais

O conceito da partilha interessa principalmente a empresas da conectividade sejan de telecomunicaçoes em geral tipo Movistar (“Compartida la vida es mas“), Claro (“Compartilhar“), Tmobile (“life is for sharing“) ou incluso Mastercard (“compartir porque si, no tiene precio“).

Este é mais no tópico da “cadena de favores“, mas é fixe e relacionado

Partilha em apresentaçao do projectos

Temos casos de actualidade interesante como estas apresentaçoes de projectos por començar. Este é ambicioso pero difuso (“o medo de partilhar tudo“), este mais elaborado y claro (“compartilhando paixoes“).

Documentario de uma ruta em bicicleta por la protecçao das sementes criolhas (“projecto compartilha ciclovida“), ou uma apresentaçao dum “altercambio, compartir es bueno“.

O conceito de: “partilha coisas que sejan significativas e utiles para as pessoas, alem de datos da tua vida com os teus amigos” pode-se ver em videos tambem bem elaborados que como este tenta-nos mostrar o contexto da palavra “crowdlearning” donde numa entrevista com mais profundidade a uma das fundadoras nombra-se a “partilha de informaçoes, de ideais, incluso de dinero“. Compartiresvivir.org tenhe um video explicativo moito bom e uma escola marista fiz esta música e fotomontagem interesante.

As redes de partilha de bems físicos construidas a través da internet mais significativas sao redes de partilha de um tipo de bems específicos só, estando um pouco isoladas entre elas (sem estar federadas com outras redes de outros tipos de bems ou serviços). Os casos de este genero mais populares sao, tal vez, as redes de hospitalidade (couchsurfing ou uma versao partilhosa da organiçaçao promotora da rede: bewelcome, etc) ou as redes de partilha de viagem em carro (blablacar, sincropool, etc). Outros organizaron uma “sharing week” com um experimento efímero chamado yocompartiria.com

As redes de partilha integral, tipo redes de apoio mutuo, cooperativismo colectivista ou relacionados nao redifican-se tanto a través da internet, nem senten de usar o conceito de partilha como eixo central da sua mensagem. Estas redes sao inciativas mais presenciais para já, por isso nao producen moito video se calhar.

Partilha em projectos globais

A um nivel global, a “partilha” trata-se moito a volta das creaçoes digitais. Por exemplo, em videos promocianais a volta de “sharing ideas“.

Ou em apresentaçoes de projectos ja a funcionar para partilhar obras digitais com as creative commons, onde falan de definir uma “shared culture” ou na cultura livre.

Ha outros sites com videos como no ouishare fest, este é duma oficina que tenta definir “sharing economy

Aqui um video intro valente de peers.org

A compartiva (shareful), que ainda não començou a ser implementado interactivamente mas tenhe moito avançado, mas a um nivel mais práctico, tentando implementar estandares parecidos aos das creative commons, mas dirigidos para a “condiçoes e maneras para facilitar a partilha de todos os objetos

Podes (eu vou a :) continuar a procurar videos mais específicos onde se mostre o “partilhar” como o seu mensagem central em material audiovisual. Se queres seguir a procura, recomendo visitares a categoria de audiovideos da wiki ou contacta conmigo, e vamos lá partilhar mais alguma coisa.

beijo, ate já